segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Avenida Dropsie volta a São Paulo

A peça de teatro "Avenida Dropsie", inspirada na obra do quadrinista Will Eisner, está de volta ao teatro do Sesi, em São Paulo.
Montada pela Sutil Companhia de Teatro, esta produção será reencenada junto com mais duas peças premiadas em comemoração aos 15 anos de atividade do grupo.
Não percam!




.: Ficha Técnica :.

De Will Eisner
Direção Geral: Felipe Hirsch
Elenco: Andre Frateschi, Duda Mamberti, Erica Migon , Guilherme Weber , Jorge Emil, Leonardo Medeiros, Magali Biff e Maureen Miranda
Voz Will Eisner: Gianfrancesco Guarnieri
Cenografia: Daniela Thomas
Figurinos: Veronica Julian e Marichilene Artisevskis
Iluminação: Beto Bruel
Trilha Sonora Pesquisada: Felipe Hirsch e Guto Gevaerd



Informações

Local: Teatro do SESI – São Paulo - Av. Paulista, 1313 ( Metrô Trianon-Masp)

Temporada
5 de fevereiro a 1º de março -Quartas, quintas e domingos
11 a 15 de março - de quarta-feira a domingo
18 a 22 de março - de sexta-feira a domingo
25 de março a 5 de abril -de quarta-feira a domingo

Duração 110 minutos

Capacidade 456 lugares

Ingressos
De quinta-feira a domingo, R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).
Entrada Franca às quartas-feiras.

A distribuição dos ingressos tem início a partir da abertura da bilheteria no mesmo dia do evento - São distribuídos dois ingressos por pessoa. (Confira os horários da bilheteria)
Indicação Etária
espetáculo não recomendado para menores de 14 anos. Será permitida a entrada do menor somente acompanhado dos pais ou responsável legal após preenchimento de um termo de autorização.

Agendamentos
Escolas
Sessões às quartas-feiras: de segunda a sexta-feira, das 14h às 17h, pelo telefone (11) 3146-7439.

Agendamentos
Indústrias Sessões às quartas-feiras: de segunda a sexta-feira, das 10h às 12h e das 14h às 17h, pelo telefone (11) 3146-7396.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Nobu Chinen ministra palestra no CCJ.


No dia 30 de janeiro acontece a palestra A Produção de Histórias em Quadrinhos no Brasil, no Centro Cultural da Juventude.

Palestra sobre a origem, evolução e estado atual da produção de histórias em quadrinhos no Brasil. Serão abordados os principais autores, personagens e editoras que marcaram a história do gênero no país com o que é de mais significativo em mais de 150 anos, desde o trabalho pioneiro do italiano Angelo Agostini, até a recente explosão do movimento independente.

Convidado: Nobuyoshi Chinen que é pesquisador de Hqs, membro do Observatório de Pesquisa em Quadrinhos da ECA-USP; co-autor de livros como Hentai: a sedução do Mangá (2005) e o Tico-Tico: Centenário da primeira revista em quadrinhos do Brasil. Nobuyoshi é também redator da coluna Vupt Vapt Pum da página especializada em HQ do jornal Valeparaibanos.

Dia 30. sexta as 15H. Na Biblioteca. 50 vagas. Inscrições abertas na recepção do CCJ

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Podcast Papo de Artista

novo podcast do colorista Rod Reis (Superman, Tropas Estelares, revista Dragonslayer), nesse épisódio #0 o assunto é começo de carreira: Papo de Artista

abs!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Dicas de compras

Estamos a poucas semanas do Natal e resolvi postar algumas dicas de livros teóricos sobre quadrinhos e cultura pop. Os links apontam para resenhas que escrevi, com opção para compra em lojas virtuais (*). Confira:

Brincando de Matar Monstros

Desenhando Quadrinhos

Guia Oficial DC Comics - Roteiros

Otaku - Os Filhos do Virtual


Super-Heróis e a Filosofia


E deixa eu fazer agora o meu "merchan", pois meu livro ainda está à venda em diversas livrarias (físicas e virtuais), podendo também ser adquirido diretamente no site da editora Via Lettera:

Almanaque da Cultura Pop Japonesa

(*) Este blog não está vinculado a nenhuma loja. Os links sugeridos são de responsabilidade de seus respectivos proprietários.


Alguns desses títulos podem ser lidos na gibiteca da Biblioteca Monteiro Lobato.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Fanzines continuam!

Blog do fanzine BU!zine dos alunos da Biblioteca Rubens Borba de Moraes:

Mangá


Aproveitando o assunto mangá das últimas postagens, gostaria de apresentar uns estudos de um aluno fissurado neste tema, que participou da oficina da biblioteca Paulo Duarte.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A NARRATIVA DO MANGÁ

Em 2000, publiquei pela Editora Canaã uma revista chamada Como desenvolver roteiro para mangá. Era o número 13 da coleção Curso Básico de Mangá, que fez algum sucesso em bancas. Em 32 páginas, eu dava dicas de produção de roteiro, tendo em mente algumas características da narrativa do mangá. O texto introdutório, um resumo sobre o que eu acho que define uma HQ como sendo mangá, acabou incluído em minha coletânea, o Almanaque da Cultura Pop Japonesa.

O assunto sempre vem à tona, seja em palestras ou oficinas. A maioria das pessoas tem uma visão equivocada sobre o mangá e sempre respondo sobre isso em cursos, oficinas e palestras. Por isso, resolvi republicar o texto aqui, esperando que seja uma referência útil aos leitores deste blog.

A NARRATIVA DO MANGÁ
O JEITO JAPONÊS DE CONTAR HISTÓRIAS


As pessoas costumam associar o mangá (quadrinho japonês) a figuras de olhos grandes, cabelos espetados e coloridos, robôs, samurais e monstros. Tudo isso realmente faz parte do universo do mangá, mas não é o que melhor traduz o que é o mangá. O que mencionei agora tem a ver com uma escola de artes gráficas, inserida no gosto médio da maior parte do povo que consome e faz mangá. São estereótipos visuais, padrões estéticos, nada mais que isso. Mas o que muita gente deixa escapar ao folhear um gibi japonês é uma coisa sutil, que foi arduamente pesquisada pelo pioneiro do moderno mangá Osamu Tezuka e foi aperfeiçoada ao longo dos anos por talentosos artistas.

Trata-se da narrativa, aquilo que liga um quadrinho ao outro e dá ao leitor o entendimento da história no ritmo e no tempo pretendido pelo autor. É algo que somente quem se preocupa em contar uma história e não em exibir ilustrações percebe e sabe usar. A grande maioria dos artistas de fora do Japão (como brasileiros e americanos) que diz fazer mangá ou seguir suas influências, o faz sem a noção da tal narrativa de mangá. Geralmente, fazem suas histórias motivados pela admiração a animes (os desenhos animados), sem nunca terem sido leitores assíduos de quadrinhos em geral. Usam visuais característicos (olhos grandes e cabelos espetados) e símbolos gráficos igualmente característicos, como as dinâmicas linhas de ação desenhadas atrás de um personagem em movimento. Nada disso é mangá. Ou melhor: apenas isso não é mangá.

As diferenças são muitas, a começar por como a história é apresentada pelo autor a seus leitores.

Na escola narrativa dos quadrinhos japoneses, o narrador é pouco usado, sendo a narrativa mais visual do que no ocidente. Os diálogos são mais diretos e o ritmo flui de maneira mais suave. É uma abordagem mais cinematográfica e geralmente faz as situações se desenvolverem mais lentamente que nos quadrinhos ocidentais. Vale lembrar que no Japão são comuns as histórias com cerca de vinte páginas publicadas em grandes almanaques semanais, o que dá um bom espaço para ser explorado. Já no ocidente, episódios mensais são a regra geral. Com menos espaço, a narrativa ocidental tende a ser mais objetiva e direta que no oriente. Disso também depende a visão pessoal do autor, seus objetivos e gostos pessoais para que ele decida como aproveitar da melhor maneira a limitação quanto ao número de páginas.

Em outro exemplo da forma narrativa do mangá, uma cena de nascer do sol abrindo uma página, quando a anterior mostrava noite, pode dar facilmente ao leitor a idéia de que nasceu outro dia, sem a necessidade de se escrever o recordatório "No dia seguinte..." . Outro exemplo, agora com mudança de cenário, é abrir a página com um quadro que mostra por fora o ambiente aonde a ação seguinte irá se passar. Isso já basta para situar o leitor no novo cenário. Tal recurso de transição de tempo e espaço mostrada apenas visualmente é uma das grandes características do mangá. Sua origem é a linguagem cinematográfica. O formato e quantidade de quadrinhos numa página influem na percepção de tempo que o leitor tem. Por exemplo: uma cena pode ficar "congelada" por vários instantes se ela for mostrada em vários quadros, sendo que cada um mostra um plano de detalhe da cena e sem que haja movimentação.

Para cenas de combate, o mangá explora vigorosamente a variação de ângulos, bem como o formato dos quadrinhos. Existem momentos em que o ângulo de cena é simples e o desenho transmite tranquilidade. Em outros, o leitor sente suspense e expectativa, para em outros ainda, delirar com situações movimentadas e dinâmicas. Se um autor consegue lidar bem com o tempo, pode prender mais o leitor, que se divertirá tanto com o conteúdo como com a forma com que a história é contada. Tais sutilezas passam longe da maioria dos autores americanos, especialmente os adeptos da linha de desenhos de impacto da Marvel ou da Image Comics.

A narrativa de mangá, chamada assim para simplificar, é um conjunto de técnicas que visa um único objetivo: contar bem uma história.


- Texto publicado originalmente na revista especial Como Desenvolver Roteiro Para Mangá (Ed. Canaã, 2000) e republicado no Almanaque da Cultura Pop Japonesa (Ed. Via Lettera, 2007).

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Prêmio Escola



Encontrado no Gibizada


Uma aluna de Escola Pública do Rio de Janeiro se torna finalista do concurso Prêmio Escola da Unesco direcionado aos alunos de todo o país, que seleciona as melhores Histórias em Quadrinhos que trabalhem com um tema determinado pelo Prêmio.

Você que é aluno do ensino fundamental ou médio, fique atento para concorrer no ano que vem.

Mais informações sobre a notícia aqui e sobre o prêmio aqui.

Um Problema Sério

Em cursos e oficinas de HQ ou mangá com duração maior que um mês, costumo dedicar um tempo para o estudo de técnicas de roteiro. Como eu sempre digo, não dá pra ensinar a ter idéias novas ou inovadoras, mas sim as melhores maneiras de se contar uma história. No entanto, é comum que se esbarre em um problema grande logo no começo: muitos alunos não sabem como começar. Alguns reclamam que não conseguem pensar em nada, em ter idéia alguma.

Aí, forçando, aparecem histórias do tipo: Herói diz que é forte e o vilão diz que vai acabar com ele. O herói dá um golpe mortal e comemora vitória. Meu Deus!!! E vi isso dezenas de vezes. A história se limita a duas pessoas trocando golpes. Nem um video game antigo consegue ser tão raso.
Essa pobreza de idéias tem uma origem básica: Os alunos não lêem quase nada. E o que lêem, não foram ensinados a interpretar.

Na internet, passam o olho correndo em notícias curtas. Ao escreverem, usam abreviações e gírias estúpidas repetidas vezes e nunca aprendem a desenvolver uma argumentação coerente em texto corrido. Cometem erros de português inacreditáveis e às vezes confundem letras maiúsculas com minúsculas, sem saber quando se usa uma ou outra. Claro que esse é um problema de toda a sociedade, não apenas de alguns adolescentes.

A origem dessa falta de idéias e incapacidade de se expressar de modo claro usando palavras corretamente é uma só: falta de leitura. Tem que ler livro, jornal, revista informativa, quadrinhos. Jogar menos, perder menos tempo com MSN, Orkut, fórum... Ter mais cultura geral, não se limitar aos pobres currículos escolares... Ter mais interesse em informação, não ficar só no "ouvi falar". Faltar cultura - e pior, faltar interesse em ter cultura - é a pior coisa a se perceber em alguém que deveria estar aprendendo tanta coisa.

Por isso, para quem deseja trabalhar com quadrinhos, ilustração, texto, comunicação ou arte (ou qualquer coisa que seja), meu conselho é um só:

LEIA MUITO!!!